Inversões de perspectivas sobre nossas histórias: viradas epistemológicas
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Resumen
[PT] A história das mulheres arquitetas tem sido fonte de interesse de muitas pesquisas para dar visibilidade às nossas contribuições como profissionais e acadêmicas. Essa história não se reduz a construção de práticas circunscritas aos ambientes tradicionais da profissão e das universidades, mas também na relação com mulheres que fazem história no dia-a-dia das cidades. Nesse sentido, é significativo mirar para histórias de mulheres, no tempo presente, que tem muito a contribuir para inversões de perspectivas e práticas teóricas, enraizadas no cotidiano feminino. Assim, o objetivo deste artigo é apresentar resultados preliminares de análise e sínteses de investigação no Rio de Janeiro, sobre encontros entre trajetórias de moradia de mulheres, moradoras da área portuária carioca, e nós, pesquisadoras do campo da Arquitetura. Mostramos reflexões derivadas de atividades de pesquisa extensionista, situadas em abordagens interseccionais, dando centralidade a reprodução social na vida urbana das mulheres. O movimento de inversões de perspectivas sobre nossas histórias com vistas a viradas epistemológicas em Arquitetura, tem nos conduzido a experimentação de produção de cartografias apoiada nas experiências vividas, narradas pelas mulheres, ligadas às reflexões sobre suas respectivas trajetórias de moradia.
